segunda-feira, abril 16, 2018

Verão, chega rápido, sim?

Depois de dias e dias de chuva, ando literalmente a definhar por sol. Eu, que nem sou pessoa de muita praia, que me custa sempre estes primeiros dias mais quentes do ano, de expor o corpo escondido do Inverno ao menor sinal de calor, ou de calçar uma sandália, dou por mim a suspirar pela praia, pelo mar e por dias de temperaturas mais elevadas. Ou então é só mesmo falta de férias e sonhar com destinos mais quentes! 
Hoje encontrei uma marca de fatos de banho portuguesa que me deixou siderada e que não conhecia, a Hopiness Swimwear. Caramba, são todos tão, mas tão bonitos que me custa decidir apenas por um! São lindos, são a minha cara! Trazia-os a todos para o meu armário e usava-os a todos sem distinção! Claro que ter um corpinho como o das meninas das foto ajuda e muito, mas... Digam lá se não não maravilhosos? 

A marca tem loja na Calçada de São Francisco no Chiado, ou em Aveiro, na Avenida Dr. Lourenço Peixinho. 

Começar bem o dia


Segunda-feira é sempre aquele dia difícil em que custa saltar da cama e começar a semana. Não sou pessoa de adiar o despertador muitas vezes e normalmente até consigo sair da cama com facilidade, sem grande resmunguice, mas o que não abdico mesmo e não consigo passar sem, é o pequeno-almoço, até porque acordo sempre com verdadeiras fomes de leão! E eu, quando tenho fome, sou pior do que quem tem sono! Fico mal humorada, resmungona e até com quebras de tensão. É por isso que o pequeno-almoço é para mim das refeições mais importantes do dia, da qual não prescindo. Mesmo! Como me levanto muito cedo durante a semana, sou até capaz de fazer "dois" pequenos-almoços. Um ainda em casa e outro quando chego ao escritório - depois de já ter feito uma pequena 'maratona' de casa-escola-trabalho, em que normalmente já se passou cerca de duas horas e onde eu já tenho fome outra vez. (Sim, eu sei, como este mundo e o outro, não há volta a dar. Sou mulher de apetites.)
Ao fim-de-semana quase nada me dá tanto prazer como fazer pequenos-almoços dignos de hotel em casa. Gosto de fazer panquecas, colocar tudo na mesa - vários tipos de queijos, fiambre, fruta, doces - ter diferentes tipos de pão, croissants e opções e deixar que cada um vá comendo e escolhendo consoante a vontade. Depois de 3 semanas completamente alucinadas em termos de trabalho, este fim-de-semana pude finalmente voltar aos pequenos hábitos da rotina familiar e preparar um pequeno-almoço com tempo e calma,  desfrutando em pleno deste momento. Mas para além disso, tive ainda uma fantástica ajuda - descobri os Manhãzitos - uns pãezinhos super fofos, que vêm em doses individuais, deliciosos e com diferentes opções (Chocochips - com pepitas de chocolate para os mais gulosos, Yogofruits, com pepitas de morango, Manhãzitos cereais, uns pãozinhos super fofos e com cereais na sua textura...), assim como as mini panquecas Planetus, (com versão reduzida de açúcar ou de chocolate), que me permitem poupar tempo na cozinha e que os miúdos adoraram - e que podem ser conjugadas com doce, nutella ou até mel. O Afonso ficou fã dos pãozinhos de leite. Quem o quer ver é a comer, todos os dias ao pequeno-almoço, um pãozinho de leite com queijo ou fiambre. E a Madalena adorou os Manhãzitos de cereais que envio na lancheira para a escola. Já eu, gulosa como sou, adoro ter no escritório um pacote de "minis" - com pepitas de chocolate - que me vai servindo de petisco sempre que a fome aperta. Eu bem sei que o verão está à porta, mas não resisto! 
Para quê complicar quando podemos fazer opções práticas que nos deixam a todos felizes, não é? 

Somos todas super mulheres, certo?


Depois de várias semanas bastante intensas em termos de ritmo de trabalho - em que, felizmente, os meus pais puderam ficar com os miúdos durante as suas férias da escola - e em que em casa também conseguimos conciliar horários e agendas de forma a chegarmos a tudo e ninguém sair prejudicado, finalmente volto a respirar de forma mais tranquila. (Ou assim espero)
Não é fácil isto de se ser mãe, mulher, empregada e ter todos os mil ofícios e funções a que nos propomos, sem falhas e sem culpas. Essas acabam por nos acompanhar sempre - e é uma chatice, porque na realidade, fazemos o melhor que podemos e conseguimos - mas a culpa, essa danada, persegue-nos. Eu aprendi a colocar o coração ao largo em muitas situações, vamo-nos habituando, ganhando calo, mas não conseguimos - eu pelo menos não consigo - ver-me completamente livre do sentimento de culpa. Culpa por não ter mais tempo, mais paciência, mais disponibilidade, por não conseguir desdobrar-me em 3 ou 4, ou 5, por nem sempre ser justa ou ser mais disponível, por me faltar a paciência, por não saber ser menos intensa. São tantas as situações que nem consigo enumerá-las, mas no final do dia sei que faço o melhor que posso e consigo - e caramba, quando me dou conta vejo que já faço tanto! Sem falsas modéstias - é que é mesmo verdade. Fazemos todas. Por isso, atrevo-me a dizer, somos todas super mulheres!

domingo, março 18, 2018

Only after

Porque do 'novo' quarto da Madalena não há fotos que registem o 'antes', apenas o depois. E mesmo assim, é uma obra inacabada. Ainda faltam bastantes pormenores que o irão embelezar. Mas o bom da vida é ir fazendo as coisas aos poucos e vê-las crescer. Entusiasmar-mo-nos com os nossos pequenos projectos. Este é o meu mais recente. 
Tenho de comprar um tampo para tapar estas prateleiras que ficam à mostra para quem entra no quarto. Não gosto de ver isto assim.
Unicórnios... unicórnios everywhere!
Para esta parede vem um espanta-espíritos que comprei na Vertbaudet.
e mais umas quantas almofadas giras (de unicórnios, de preferência)!
E mais uns quadros e fotos e coisas giras que dêem personalidade e que a miúda se identifique. Todas as ideias e sugestões que me queiram dar - de quem tem mobília igual ou que tenha uns fantásticos truques e dicas para fazer camas nas 'alturas', são mais que bem-vindas!

before & after

Sabia que, mais tarde ou mais cedo, teria de tirar o Afonso da cama de grades e passá-lo para uma caminha de 'crescido'. Evitei ao máximo fazê-lo, pois isso significava ter de mudar o quarto da mais velha para, em função disso, mudar o dele. Queria (e fi-lo), aproveitar a cama que era a dela para ele. Branca, de ferro e simples, sabia que tanto ficaria bem no quarto da girl como no quarto do boy. Mas para o fazer teria de comprar uma nova mobília para ela e mudar completamente o quarto para algo não tão infantil e já a caminho de uma 'pré-adolescência'. E tudo isto teria ainda a agravante de ter de ser feito ao mesmo tempo e no mesmo dia... Os miúdos não podiam ficar sem ter onde dormir, certo? 
Hesitei, durante muito tempo, em render-me à ideia de um beliche com secretária para o quarto dela. Sabia que ia ocupar imenso espaço num quarto que não é grande e que, apesar de a ideia poder soar a muito prática, fazer uma cama e entalar lençóis nas alturas tem muito pouco de romântico e tudo de 'péssima ideia', mas mesmo assim, deixei-me ir na conversa. 
Ela adora a sua nova mobília e ficou entusiasmadíssima. Eu confesso que depois do primeiro dia em que detestei, entretanto já me habituei à ideia - apesar de continuar a achar um horror fazer uma cama destas e ser um filme sempre que tenho de lhe mudar os lençóis. 
Mas os miúdos ficaram felizes e no final é isso que conta, certo? 
o quarto do Afonso com a caminha de grades...
o quarto do Afonso depois... 

sexta-feira, março 16, 2018

This is Us


"Choosing our people is the closest we can get to controlling our destiny” - This is Us

Ontem foi o último episódio da segunda temporada do This Is Us e eu chorei tanto, que tive alturas em que tinha de suster a respiração para me controlar, tal era o descalabro de lágrimas que me corria cara abaixo. 
Caramba, acho que nunca tive isto com uma série! Bom, talvez com o último episódio do '7 Palmos de Terra', que também me bateu forte, mas com o This Is Us, todas as semanas tenho uma pequena síncope emocional. 
Adoro histórias familiares. Não há nada mais comovente, difícil de gerir e que mexa tanto connosco quanto as relações familiares. E todas as séries que aliam a dificuldade de gerir as relações humanas, ligadas pelos laços de sangue e lhes juntam a beleza e naturalidade destes diálogos tão desarmantes, conquistam-me para a vida. 


E claro, o ramo de noiva da Kate tinha peónias. 

segunda-feira, janeiro 22, 2018

Monday blues


Segunda-feira. É, normalmente, o dia mais odiado da semana. 
Comigo não é diferente. Por regra custa. Custa a sair da cama, custa voltar à rotina, ao trabalho, ao cumprimento de horários e às obrigações, depois de dois dias de pausa com tempo ao sabor da vontade e em família.
Mas as minhas segundas-feiras marcam também o regresso dela a casa (ou a ida dela) e são, por isso, um misto agridoce. Por um lado, a doçura de a ter de volta na semana que me compete, por outro a sua ausência na semana que não me calha. Às vezes tento colocar-me na pele da minha filha a imaginar o que sentirá esta menina que vive entre casas, entre rotinas e entre famílias, em semanas alternadas. O que lhe irá no fundo do seu coração, o que sentirá. Se a mim me assola a tristeza e a dor, como lidará ela com tudo isto, do alto dos seus 9 anos. Uns dirão que é a realidade que conhece, mas eu, enquanto mãe, não posso deixar de me sentir responsável por este peso na sua vida, já que a vida que ela vive, alternada, não deixa de ser uma consequência de algo que ela não escolheu. E ter essa noção é duro e triste e pesa. 
Esta conversa (algo de si já bastante densa para uma segunda-feira), vem a propósito de um artigo que o Jornal Expresso publicou sobre as vantagens da custódia partilhada e que eu decidi publicar na página de FB do blogue. Num comentário, alguém com uma situação idêntica à minha, escreveu que apesar de a filha estar bem e ser feliz, que lhe nota uma ligeira "tristeza", mais não seja por saber que a família - seja da parte do pai, seja da parte da mãe - tem a sua vida e rotina própria, mesmo quando ela não está. E sim, concordo em absoluto, porque sei que a minha filha - apesar de nunca o ter exteriorizado - sente isso. Ou como ouvi ontem numa série na televisão: "mãe e filhas têm um canal aberto muito próprio, a sua própria linguagem, onde não é necessário falar para a outra saber exactamente o que está a sentir".
A vida não é perfeita e está longe de ser justa. Por hoje só quero saber que é segunda-feira. A nossa. 

sexta-feira, janeiro 19, 2018

Cheirinho a felicidade

Esta semana, depois de um dia de trabalho em que cheguei a casa já tarde, tinha à minha espera uma surpresa. Bom, na realidade não era para "mim", mas sim para os meus filhos. 

A Corine de Farme, enviou-nos um kit super querido e mimoso com duas verdadeiras pérolas - quadros de nascimento - com a data, o peso, o local e o tamanho com que os meus filhos nasceram. Um em rosa, para a Madalena, outro em azul, para o Afonso. Uma delícia, que vai ter lugar de honra na parede do quarto de cada um. Estes quadros de nascimento também podem ser vossos, entrando e participando no site Cheirinho a Felicidade, onde podem habilitar-se a ganhar 1000 euros para gastarem quando e como quiserem, para isso só têm de descrever o momento mais feliz em família! Mesmo que não tenha a sorte de ganhar o prémio principal, as primeiras mil participações recebem um quadro de nascimento como estes que vos mostro! 

E se mesmo assim não conseguirem receber um quadro, podem sempre imprimir a letra do vosso bebé - na cor azul ou rosa - e emoldurar para colocar lá em casa! Eu, apesar de ter os quadros de nascimento, já imprimi as letras dos nomes de cada um para colocar a acompanhar. 

É tão simples, não é? E é tão giro! Do que é que estão à espera para pôr este miminho no quarto dos vossos filhos? 
Participem, aqui

sexta-feira, janeiro 05, 2018

desejos para 2018? dentes branquinhos!


Já andava atrás deste produto há imenso tempo! Sigo a página no Instagram e fiz algumas pesquisas sobre este produto à base de carvão vegetal que promete resultados quase imediatos de branqueamento dos dentes. Finalmente resolvi-me a encomendar uma embalagem. Encomendei na quarta-feira ao final da tarde, pelo Instagram e através de Instamessage, chegou logo na quinta ao final da manhã com pagamento à cobrança. Fiquei surpresa com a rapidez e eficiência! Ontem à noite já lavei os dentes com o Zebra Teeth Whitening e hoje de manhã também. A primeira impressão é um pouco estranha, já que ficamos com a boca totalmente negra e parece que estamos a escovar grãozinhos de areia que se entranham em todas as fissuras e irregularidades da nossa boca, mas - e não sei se é 'pancada' minha ou não - a verdade é que parece que já lhe sinto alguns efeitos quase imediatos. 
Para que a coisa tenha resultados efectivamente visíveis, a marca recomenda que escovemos 2 a 3 vezes ao dia durante 2 a 3 semanas. Depois passa a uma vez por dia. Devemos escovar os dentes com o pó (é disso que se trata, é um pó), durante 2 a 3 minutos, depois bochechar a boca e terminar com a escovagem com a pasta dentífrica que normalmente utilizamos. Se fotografarmos a nossa boca antes de iniciarmos o tratamento e o "pós", mostrando os resultados, e enviarmos à marca - eles são muito activos no Instagram - oferecem-nos 15% de desconto na próxima compra. Bom, não custa tentar, não é? ;)
Eu sou péssima em selfies, confesso - tenho muito que aprimorar a "arte", mas fiz uma ligeira tentativa - depois de várias falhadas, esta ainda foi a melhorzinha que consegui! 
E não, este post não é 'pago' nem nada que se pareça. Mas depois de ter sido 'bombardeada' com mensagens sobre o produto no Instagram depois da storie que publiquei, achei que devia de dar já umas 'luzes' sobre o mesmo. (A marca também diz que pode ser utilizado por grávidas e mães a amamentar sem qualquer problema). 
Daqui a umas semanitas mostro-vos o resultado! 

quarta-feira, janeiro 03, 2018

Finalmente 2018

Quem me conhece sabe que não sou muito dada ao espírito natalício nem às festividades próprias da época. Acho que se perdeu muito do significado do verdadeiro Natal e tudo se resume a uma grande histeria em torno dos presentes, das compras, do consumo. Por mim, hibernava nesta altura do ano e só acordava no ano seguinte, após tudo ter acalmado e a vidinha seguir tranquilamente até à próxima data de celebração, (Penso que a próxima no calendário deve ser o Carnaval!), mas felizmente já tudo terminou! Agora é só mesmo comer romãs no Dia de Reis - para termos dinheiro na carteira o ano inteiro, algo que convém! - e desmanchar a árvore de Natal e retirar todos os enfeites da casa.
Mas, para que não achem que sou uma "grumpy", podem ficar tranquilos que passámos bem, os miúdos divertiram-se, comemos muito - como é próprio destas alturas - e houve férias, dormimos até tarde (como se quer) e houve também um "detox" das redes sociais. Tirei pouquíssimas fotos, ou quase nenhumas, retive mais na memória do que registei. Não houve actualizações de Facebook, nem Instastories, nem praticamente qualquer publicação ou fotos de jeito.
Foi uma espécie de detox de fim-de-ano. Estar mais com os meus, menos com os outros. 
Entrei 2018 confiante e optimista. Espero que este sentimento não se desvaneça rapidamente e me acompanhe ao longo do ano. 
Desejos para 2018: Ser mais positiva. Aprender as minhas lições. Retirar o bem mesmo das coisas menos boas que acontecem. Ter saúde. Ter os meus por perto. Ter trabalho. E se possível, viajar. 
Bom ano! 

quarta-feira, dezembro 20, 2017

DIY - Presentes de Natal homemade


Nunca fui muito de dar presentes às educadoras e equipa de sala no Natal, mas este ano - e por se tratar do último do Afonso naquela escola - que tanto nos tem acarinhado nestes últimos 2 (quase 3) anos e que tantas saudades vai deixar, achei que devia de fazer algo especial. 
E para que fosse algo com significado, deveria de ser algo feito por nós. Umas bolachinhas no forno ou uma compota. Decidi-me pela segunda, comprei a abóbora, segui a receita pela bimby e ficou prontinho num instante. Comprei alguns adereços no chinês (a fita prateada, os frasquinhos, as molinhas de madeira com o Pai Natal e as bagas vermelhas) e depois foi só dar largar à criatividade... e e o resultado foi este! 
Um serão a fazer doce e trabalhos manuais para o miúdo levar hoje de manhã para a escolinha. 
Uma sugestão super gira, original e, acima de tudo, com um significado. Mais do que comprar um presente que depois ninguém liga, aqui está algo que foi feito com carinho e que se pode comer! Nhamm, nhamm.
Agora quero replicar a ideia para a família! E vocês, costumam fazer presentes personalizados?

segunda-feira, dezembro 11, 2017

É Natal, mãos à obra

Todos os anos, na escolinha do Afonso e por altura do  Natal, pedem às famílias que façam um trabalho manual alusivo ao tema. O ano passado foi o pai que decidiu pôr mãos à obra e fez, em cartão, uma rena Rudolfo, este ano a responsabilidade era minha e o pedido era claro: "uma árvore de Natal, feita de material à escolha", o importante era pôr a imaginação a funcionar.
Por isso, decidi fazer uma árvore pequenina, mas muito 'coquete' e passei o serão de sábado entretida entre cartões, papel goma, feltro, colas e trabalhos manuais. 
Hoje o Afonso levou a sua pequenina mas "shinny" árvore de Natal para a escola, muito vaidoso. Mal chegou ao pé da educadora, a primeira coisa que fez foi mostrá-la, muito orgulhoso. 
O resultado está à vista! Não é por ter sido eu a fazê-la, mas gosto muito! E vocês? 

sexta-feira, novembro 24, 2017

Quem tem filhos tem sarilhos?


Estamos quase no final do primeiro período deste ano letivo de 2017/2018 e o balanço que posso fazer sobre a transição da minha filha de um colégio privado para uma escola pública está longe de ser positivo.
A verdade é que a transição da Madalena nesta fase –  coincidindo com uma série de outras mudanças na vida dela – teve um efeito de bola de neve. Não foi só o mudar de escola, ficar completamente desenraizada das referências dela habituais, das amigas, da professora e de toda a equipa que a acompanhava desde os 3 anos, coincidiu também com uma mudança estrutural na vida dela: a de passar a fazer custódia partilhada e semanas alternadas com o pai.
Tudo a começar ao mesmo tempo, em setembro, o que levou a uma mudança radical de hábitos, de rotinas e de processos. Se para um adulto isso já é difícil de gerir, imaginem para uma criança de 8 anos.
A Madalena foi colocada numa escola pública em Lisboa onde até tenho algumas pessoas amigas que têm lá os filhos e que me deram boas referências, me tranquilizaram no início e me disseram que a escola, dentro do ensino público, até funcionava bem. Isso deixou-me mais tranquila e aliviada, mas com o passar dos meses e com aquilo que me vou apercebendo, vejo que a minha filha anda perdida e regrediu. Foi colocada numa turma extra, só com crianças novas na escola, transferidas de outras escolas ou países. É uma turma pequena mas problemática, onde existe um grande número de rapazes (11) face ao número de raparigas (5), sendo os rapazes altamente conflituosos, com zaragatas na sala de aula e conflitos no recreio – tendo sido chamados por diversas vezes ao gabinete do diretor. A Madalena queixa-se que a professora grita bastante, ou que os rapazes estão sempre a armar confusão, além de ter poucas meninas para criar cumplicidade e aprofundar laços. E eu pergunto: faz sentido criar uma turma só com crianças novas? Não seria mais fácil, numa escola onde existem 4 turmas do 4º ano, inserir estas 16 crianças novas na escola, divididas em grupos de 5 ou 6 por turma, de forma a promover uma maior interação e integração? É preferível criar uma turma nova e ao mesmo tempo, dificultar ainda mais a integração destas crianças numa escola que lhes é totalmente nova e cheia de crianças que já lá andam há vários anos?
Na semana passada fui à escola reunir com a professora para falar sobre a Madalena. Vim de lá preocupada com o retrato feito e, em parte, com a confirmação daquilo que eu própria já sabia: que ela está alienada, que não tem interesse nos estudos, que não se empenha, que está numa mesa sozinha porque, caso contrário, passa a vida na conversa. Nada resulta ou parece resultar. Ao dar uma vista de olhos atenta pelos cadernos e livros dela, constatei que não tem um único apontamento de matéria, um sumário escrito, uma composição, nada de nada. Os cadernos também não obedecem a uma lógica. Não há um fio condutor, ora escreve uma linha na primeira página, ora outra a meio e outra no fim. Pelo meio, dezenas de páginas arrancadas e dezenas de  desenhos. Não é preciso ser-se psicólogo para avaliar este comportamento e o que o mesmo significa, certo? Na altura tive um choque, um misto de sentimentos, senti-me impotente e a falhar enquanto educadora e pessoa responsável pela sua formação. Chorei imenso, meio desnorteada e perdida entre pensamentos. A medida imediata foi cortar com os planos de fim-de-semana que incluíam uma série de diversões: ida ao zoo, ida ao teatro e centrar-se apenas nos estudos. Passou a tarde de sábado e domingo a fazer os trabalhos de casa – onde constatámos o quão fraca está – as dificuldades que tem nas coisas mais simples, no raciocínio e na lógica e os erros que dá a escrever. Erros básicos, que não se justificam num 4º ano. Foi aí que eu também constatei que, mais do que desinteressada, a minha filha – por muito que me custe admiti-lo – é, acima de tudo, preguiçosa. Não gosta de estudar e não se esforça. Faz as coisas depressa e mal porque quer é ‘despachar o assunto’. Não há brio bem empenho, não há dedicação. Há distração e erros derivados disso. Depois de termos passado o fim-de-semana a corrigir os trabalhos de casa - que estavam todos mal feitos - e a estudar com ela, fiz-lhe um ultimato: estamos a chegar ao final do primeiro período e os testes de avaliação são já para a semana. Todas as semanas quero que me traga os livros e os cadernos da escola para eu ver o que aprendeu e o que escreveu nos mesmos – e quero que se esforce e que dê mostras disso, seja nos cadernos, seja nas fichas que faz, seja nos exercícios que completa em livro – caso contrário, não há presentes de Natal para ninguém. (Até a mim me custou dizer isto, mas tenho de lhe meter medo privando-a das coisas que ela mais quer ou gosta).
Não sei se resultará, não sei se verei algum tipo de mudanças e também não sei se o que estou a fazer é o método mais correto ou a melhor forma… é apenas aquela que me parece mais correta para nós – que discutimos o assunto em família.

Espero que seja um “wake up call” e que, em conjunto, possamos motivá-la e ultrapassar isto. Mesmo que tenha de recorrer a ajuda externa. Até lá, vou tendo o coração apertadinho e lembrando-me do ditado que a minha mãe tantas vezes repetia e que eu só depois de ser mãe, compreendi em pleno: "Quem tem filhos tem sarilhos".

quarta-feira, novembro 22, 2017

a mais velha já tem 9 anos

Sei que não escrevo aqui há vários meses, mas não podia deixar de vos mostrar um pouco do que foi o aniversário da cria mais velha no passado dia 1 de Novembro. 9 anos! Meu Deus, como o tempo voa! Este ano deixei as coisas arrastar quase até à data do aniversário dela, sem saber muito bem em concreto o que ia fazer. Ideias não me faltavam, mas ou as coisas não aconteciam da forma como as tinha idealizado, ou faltava-me o tempo necessário para me dedicar com verdadeira atenção e os dias iam passando e nada estava definido: nem a festa, nem os convites às amigas feitos, nem o local, nem o bolo, nada... Até que, numa manhã, tratei de tudo à rapidez de um computador e ligação de internet! 
A festa foi ao ar livre - o bom tempo que se tem feito sentir este Outono - e os dias de sol quente que estiveram em Outubro e Novembro, ajudaram a que arriscasse a uma festa 'outdoor', mais concretamente, no Jardim da Quinta das Conchas. A temática: 'uma sessão fotográfica com as amigas', com direito a fotógrafa e tudo, para ficar com muitas recordações das mesmas, seguida de um cantar de parabéns e almoço na pizzaria. A fotógrafa escolhida foi a Joana, uma amiga de há vários anos que tem um projecto de fotografia super giro, o Lisbon Trendy Block. Foi ela quem me deu a ideia e a verdade é que resultou super bem. Afinal, ela fez 9 anos, já tenho cá em casa uma 'pré-adolescente'... (isto assusta-me!). Os convites para as amigas seguiram por whatsapp - para quê complicar, não é? E o bolo de aniversário foi reservado online, na Doces Paladares - que entregam em casa e tudo! Ou seja, foi só escolher na net o tipo de massa e recheio, o desenho que queria para o bolo dela e pronto, nem tive de me preocupar com o ir buscar à pastelaria. 
No dia anterior comprei algumas coisas no supermercado para um pequeno lanche - a ideia não era levar muita coisa porque a sessão fotográfica foi de manhã e a seguir íamos todos almoçar à pizzaria - mas não faltaram uns sumos, águas, madalenas (of course) e outros acepipes para elas irem petiscando enquanto saltavam e pulavam pelo jardim, quais pequenas modelos por um dia. 
Acho que se divertiram. Foi algo bem mais simples que o habitual, mas o que importa é que ela esteve com as amigas do coração neste dia, não choveu e foi a estrela da companhia. 
As fotos, essas, falam por si. 

quinta-feira, agosto 17, 2017

Das férias

Passaram a voar. Houve poucas fotos. Decidi que ia absorver mais do que registar. As poucas que existem devo-as ao pai que captaram a magia dos momentos sobre a luz e o frame perfeito. Daquelas que mais tarde nos fazem sorrir e que emolduramos.

quinta-feira, junho 22, 2017

foi assim

Simples e em família.
Primeiro na escola, onde os amigos lhe cantaram os parabéns, rodeado pela equipa educadora e de auxiliares, onde a escola fez um bolo por iniciativa própria e cantamos todos os parabéns e depois em casa, um jantar onde se reuniu a família mais próxima e onde, entre a confusão de primos, irmã, tios e avós, foi o centro das atenções.
E, claro, no bolo, o 'Mickey Mouse', o seu desenho animado preferido. 
2 aninhos, muita alegria, um dia em cheio que o deixou cansado e que já acabou tarde. 

São assim as festas, fazem-nos vibrar e não queremos que acabem, o pior é mesmo o dia seguinte.